eles
ele vinha de longe sempre trazendo sentimentos sem nomeela vinha do mesmo lugarnão trazendo nadaum dia as mãos se deram eles reinventaram o mundo.
já que o bonde passou...irei correndo desvestir meus pés.
eu aqui.calada cheia de palavras - atravessando a ponte de meus pensamentos.eu aqui.manifestando meus sonhos - aos poucos para que as dimensões não assustem.eu, querendo entender está outra que sou!não perdida - tenho uma quase verdade fraca no peito.me consome - irrita - lança - dormita!queria conduzir tua mão sem dor, mas não posso. encontrei o caminho e tu - duas possibilidades infinitas cheias de risco e sombra...adimiro já o que seremos - sentadas nas horas de nossas vidas -só não sei essa saudade que já cerca esse meu pensamento.deslizante imagem - divertida - corredeira lágrimas marágua sempre em mim e em ti.como duas águas amam?sonolenta respondo ao seu anseio de ir junto - sem saber prá onde.desejas tentar um pouco mais?me convida?tudo é tão admiravelmente possível.entendes?
sen hor a !
ela que deitava mão sobre meu ventre
ele que entendia o que tudo aquilo queria dizer!
num golpe bruto as pernas enfrentaram a pequena batalha de amarem-se.
Tudo embevecido da saudade de antes.
O contorno do corpo já tinha sido dado...
cabeça não entende essa geometria.
ela dizia como o vôo das purpurinas
o vento não rodava na dança dessas crianças.
casados antepassados presentes em que mar terra estrela?
ela não respondia!
as mãos tentaram outro contorno (peito/coração).
Tudo alegrou-se um pouco - sorriram por uma manhã - com pães e geleitosa conversa.
qual seria o próximo passo desiquilibrio que dariam?
estômagos cheios
suores
venho oferecer meu coração!
senhora - ensaio para uma possível foto
aquela senhora que fuma seu cigarro ao meu lado diz-me mais com o sibilar de sua fumaça do que com a eternidade de coisas que falam por sua boca... a parte branca que entra preta dentro dela pouco importa- ela não precisa que a defenda - realiza o passar dos anos com suas baforadas calmas e mãos que se revezam em sua testa (acho que segura os pensamentos desse jeito)o que me iguala a elao que me torna interessante diante de seu mundo quase de nuvenso copo de licor a sua frete mãos na idéia olhos que estão cansados - não de ver o mundomas de olhar prá si mesmapequeno riso Monalisa jamaistem força de leão nos lábios e garras de pequeno animalsei sua poesia de vidasei seus cãessei de suas cavalgadas pelo universo de palavras coloridaste seicomo se agora fossemos a mesmaenquanto escrevo alimento meus cães verifico a naturalidade de viver e firmo o olhar numa lua alem da chuva nesse seu tão claro como sua fumaça dentro noite - fora não existe mais.fiz-te um elogio e só o meu olhar que a sua foto mira pode dizer-te quem sou agora hilda.cavalosestrelasolhoscães corposeu!dançarei no salão de Morfeu agora.. , ; ? ~ ^!
voei na distância do que já não era!
tinha que ter cautela!
aquela parte de mim (que grita), estava tão colada que me sentia a todo tempo na atmosfera de um filme de terror.
Era preciso estar ali, cortar do coração qualquer restinho de sentimento que no frasco do peito cisma ficar...
deitei-me lentamente, desenhando cada gesto no espaço, colocando minha geometria pro mundo.
mordi a mão, para intimidar o grito.
e o bisturi foi rasgando lentamente.
parte
por parte.
parte!
fui despindo - dindo.
dizendo adeus pra cor vermelha branca que saia.
adeus: Sentirei saudades... não demore em me deixar, prá que a distância possa ser a culpada de algo.
A moradia em meu peito havia ficado fácil demais.
abri as pernas-portas
deixei que se demorasse em saber quem era.
soltei meus braços na cama desarmonica que se fazia de mim prá mim e voei!
voei na distancia do que já não era!
jovem senhora!
Sentia fome diante das palavras.alturas vibravam no peito.o passado dilacerava as vozes.tropeçando no que foi, ela recontruiu um ser di-verso!lágrimas não visitaram a jovem senhora.ausências foram fotografadas por outros.ela sentia pena do coração alheio que postava tanta mensagem sem resposta!saudades estrangeiras.
estou assim... primaverecendo!
vem!
Ele me dizia:
Venha cá!
vem!
nunca entendi essa palavra que quando se chega perto quer dizer os contrários.
quadrado!
esse era o nome dele.
circular!
esse era o nome dela.
o meu era: ponto sem nó!