Eu vi a garça com os pés na Lua!

sou de cabelos que se enrolam como as ligações perigosas de gases e venenos. Sou mulher!

Name:

Eu sou vida. Eu não sou morte. Essa é minha sina Essa é minha vida... Essa é minha sorte.

Friday, February 16, 2007

eles

ele vinha de longe
sempre trazendo sentimentos sem nome

ela vinha do mesmo lugar
não trazendo nada

um dia
as mãos se deram
eles reinventaram o mundo.

Friday, January 19, 2007

já que o bonde passou...
irei correndo desvestir meus pés.

eu aqui.

calada cheia de palavras - atravessando a ponte de meus pensamentos.

eu aqui.

manifestando meus sonhos - aos poucos para que as dimensões não assustem.

eu, querendo entender está outra que sou!

não perdida - tenho uma quase verdade fraca no peito.

me consome - irrita - lança - dormita!

queria conduzir tua mão sem dor, mas não posso.
encontrei o caminho e tu - duas possibilidades infinitas cheias de risco e sombra...

adimiro já o que seremos - sentadas nas horas de nossas vidas -
só não sei essa saudade que já cerca esse meu pensamento.

deslizante imagem - divertida - corredeira
lágrimas
mar
água sempre em mim e em ti.

como duas águas amam?

sonolenta respondo ao seu anseio de ir junto - sem saber prá onde.

desejas tentar um pouco mais?
me convida?

tudo é tão admiravelmente possível.


entendes?

Thursday, December 14, 2006

sen hor a !

ela que deitava mão sobre meu ventre
ele que entendia o que tudo aquilo queria dizer!
num golpe bruto as pernas enfrentaram a pequena batalha de amarem-se.
Tudo embevecido da saudade de antes.
O contorno do corpo já tinha sido dado...
cabeça não entende essa geometria.

ela dizia como o vôo das purpurinas
o vento não rodava na dança dessas crianças.
casados antepassados presentes em que mar terra estrela?

ela não respondia!
as mãos tentaram outro contorno (peito/coração).
Tudo alegrou-se um pouco - sorriram por uma manhã - com pães e geleitosa conversa.
qual seria o próximo passo desiquilibrio que dariam?

estômagos cheios
suores
venho oferecer meu coração!

Tuesday, November 07, 2006

senhora - ensaio para uma possível foto

aquela senhora que fuma seu cigarro ao meu lado diz-me mais com o sibilar de sua fumaça do que com a eternidade de coisas que falam por sua boca... a parte branca que entra preta dentro dela pouco importa- ela não precisa que a defenda - realiza o passar dos anos com suas baforadas calmas e mãos que se revezam em sua testa (acho que segura os pensamentos desse jeito)
o que me iguala a ela
o que me torna interessante diante de seu mundo quase de nuvens
o copo de licor a sua frete
mãos na idéia
olhos que estão cansados - não de ver o mundo
mas de olhar prá si mesma

pequeno riso Monalisa jamais
tem força de leão nos lábios e garras de pequeno animal
sei sua poesia de vida
sei seus cães
sei de suas cavalgadas pelo universo de palavras coloridas

te sei
como se agora fossemos a mesma
enquanto escrevo alimento meus cães verifico a naturalidade de viver e firmo o olhar numa lua alem da chuva nesse seu tão claro como sua fumaça dentro noite - fora não existe mais.

fiz-te um elogio e só o meu olhar que a sua foto mira pode dizer-te quem sou agora hilda.

cavalos
estrelas
olhos
cães
corpos
eu!
dançarei no salão de Morfeu agora.
. , ; ? ~ ^!

Friday, November 03, 2006

voei na distância do que já não era!

tinha que ter cautela!
aquela parte de mim (que grita), estava tão colada que me sentia a todo tempo na atmosfera de um filme de terror.
Era preciso estar ali, cortar do coração qualquer restinho de sentimento que no frasco do peito cisma ficar...
deitei-me lentamente, desenhando cada gesto no espaço, colocando minha geometria pro mundo.

mordi a mão, para intimidar o grito.
e o bisturi foi rasgando lentamente.
parte

por parte.

parte!

fui despindo - dindo.
dizendo adeus pra cor vermelha branca que saia.
adeus: Sentirei saudades... não demore em me deixar, prá que a distância possa ser a culpada de algo.

A moradia em meu peito havia ficado fácil demais.
abri as pernas-portas
deixei que se demorasse em saber quem era.
soltei meus braços na cama desarmonica que se fazia de mim prá mim e voei!

voei na distancia do que já não era!

jovem senhora!

Sentia fome diante das palavras.

alturas vibravam no peito.
o passado dilacerava as vozes.

tropeçando no que foi, ela recontruiu um ser di-verso!

lágrimas não visitaram a jovem senhora.
ausências foram fotografadas por outros.
ela sentia pena do coração alheio que postava tanta mensagem sem resposta!

saudades estrangeiras.

Monday, October 09, 2006

estou assim... primaverecendo!

vem!

Ele me dizia:

Venha cá!

vem!


nunca entendi essa palavra que quando se chega perto quer dizer os contrários.

Wednesday, September 20, 2006

quadrado!

esse era o nome dele.

circular!

esse era o nome dela.

o meu era: ponto sem nó!